Notícias
2025: Safra deve chegar a 252 milhões de toneladas
sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Soja_26_02_2013

A produção brasileira de grãos deverá passar de 193,6 milhões de toneladas em 2013/2014 para 252,4 milhões de toneladas em 2024, o que representa um acréscimo de 58,8 milhões de toneladas à produção atual do Brasil. A estimativa é da 5ª edição do periódico Projeções do Agronegócio – Brasil 2013/2014 a 2023/2024 – Projeções de Longo Prazo, divulgados recentemente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE).

“Isso exigirá um esforço de crescimento que deve consistir em infraestrutura, investimento em pesquisa e financiamento”, disse o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Gasques.

Realizado por especialistas do Mapa e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o relatório contém as projeções de 26 produtos. Entre eles milho, soja, trigo, laranja, carnes (frango, bovina e suína) e cana-de-açúcar.

O objetivo é indicar possíveis direções do desenvolvimento e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências dos principais produtos agropecuários.

Para as carnes bovina, suína e de aves, o estudo estima que a produção deverá aumentar, em 2023/2024, em 7,9 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 30,3% em relação à produção de carnes de 2013/2014. De acordo com a AGE, entre as três carnes, a produção de carne de frango deverá ter o maior crescimento, (35,7%). Em segundo lugar estará a carne suína, com um crescimento de 31,7% na produção e, por último a carne bovina, com estimativa de crescimento de 22,8% em 2023/2024.

Com relação à área total plantada com lavouras, a estimativa realizada até 2023/2024 é de que ela passe de 70,2 milhões de hectares em 2014 para 82,0 milhões em 2024, representando um acréscimo de 11,8 milhões de hectares. Esta expansão está concentrada em soja, mais 10,3 milhões de hectares, e na cana-de-açúcar mais 2,3 milhões. Algumas lavouras devem perder área, mas essa redução deve ser compensada pelos ganhos de produtividade.

Fonte: Jornal O Hoje

sexta-feira, 10 de outubro de 2014