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Brasil terá colheita recorde de grãos em 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014

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O Brasil terá neste ano uma colheita recorde de 192,5 milhões de toneladas de grãos, 2,3% superior a de 2013 (188,2 milhões de toneladas), segundo previsão divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (IBGE)

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas prevista para este ano com base nas visitas ao campo feitas pelos técnicos do organismo em junho supera em 0,1% à projeção de maio (192,4 milhões de toneladas).

A produção crescerá principalmente pela ampliação da área a ser colhida, que chegará este ano a 56,3 milhões de hectares, superfície em 6,6% maior que a de 2013 (52,9 milhões de hectares).

A soja, o milho e o arroz, nessa ordem os maiores cultivos no Brasil, responderão neste ano por 85,1% da área semeada e por 91% da produção total.

A área destinada à soja aumentará 8,6%, a dedicada ao arroz 0,3% e a cultivada com milho permanecerá estável.

A produção de soja alcançará 86,6 milhões de toneladas, um volume 6% superior ao de 2013, pois ‘os produtores investirão no plantio da leguminosa para aproveitar os preços compensadores praticados pelo mercado’, segundo o IBGE.

Por sua parte, a colheita de milho ficará em 76,3 milhões de toneladas, queda de 5,3% em relação a 2013, quando a colheita do cereal foi recorde graças às condições meteorológicas favoráveis e à cotação internacional elevada pelas perdas sofridas pelos cultivos nos Estados Unidos.

Em relação ao arroz, a produção chegará a 12,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,3% em comparação com a safra de 2013.

O organismo calcula igualmente que a colheita de café será de 2,7 milhões de toneladas, redução de 6,3%, e que a de cana-de-açúcar somará 741,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,3%.

Segundo as previsões realizadas em junho, entre os produtos cujas colheitas crescerão este ano se destacam, além de soja e arroz, algodão (26,5%), aveia (6,8%), cacau (4,3%), cevada (2,7%), mamona (196,9%), mandioca (9,5%) e trigo (37,7%).

Fonte: Exame

quarta-feira, 16 de julho de 2014