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Café pode desaparecer das montanhas de Minas Gerais.
quinta-feira, 8 de maio de 2014

CAFE

Os cafezais de montanha de Minas Gerais, responsáveis por uma grande parcela da produção brasileira, tendem a desaparecer do mapa de cultivo do país em uma ou duas décadas. Os elevados custos associados à impossibilidade da colheita mecanizada nas áreas de aclive são a principal causa; e isso acaba por acarretar uma desvalorização no valor das fazendas produtivas ali existentes.

A avaliação é da consultoria Informa Economics FNP, que já vê uma migração do café plantado nas montanhas para áreas que possuem uma topografia mais favorável, onde será possível a redução de custos com a mão de obra por meio da mecanização da colheita.

“Essas regiões, em 10 ou 20 anos, terão a produção reduzida a quase zero, e outras regiões vão crescer e compensar esse processo”, disse à Reuters o diretor técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz.

Entre as áreas com possibilidade de receber o café que deixará de ser cultivado nas montanhas está o oeste da Bahia, onde a mecanização também exige uma escala de grandes propriedades para viabilizar o cultivo.

As despesas com mão de obra na cafeicultura, especialmente para a colheita, representam mais de 60 por cento dos custos totais da atividade, impactando diretamente nas margens dos produtores que cultivam café nas montanhas.

Minas Gerais, maior Estado produtor do Brasil, cultiva mais da metade dos cafezais em terras com topografia desfavorável à colheita mecanizada.

O Estado responde por cerca de metade da produção de café do Brasil, que é o maior produtor e exportador global da commodity.

 

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quinta-feira, 8 de maio de 2014