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Contra Helicoverpa: Fiscais do Indea-MT recolhem benzoato de emamectina
segunda-feira, 9 de junho de 2014

contraHelicoverpa

O Instituto de Defesa Agropecuária do estado de Mato Grosso (Indea-MT) anunciou que seus fiscais recolheram praticamente todos os defensivos que continham o princípio ativo benzoato de emamectina no estado. A apreensão havia sido ordenada em liminar da Justiça Federal expedida no final do mês de abril proibindo o produto utilizado para o controle da Helicoverpa armigera.

O Indea afirmou ainda que tirou de seu site o ‘Termo de Autorização de Aplicação’, um documento para que o produtor rural solicitasse a liberação de importação do agroquímico junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Uma portaria do Mapa libera a compra do produto, mas o Ministério Público Federal tem empreendido uma verdadeira cruzada contra o benzoato de emamectina em diversos estados brasileiros.

O Governo Federal chegou a decretar estado de emergência Fitossanitária em Mato Grosso quando a Helicoverpa Armigera atingiu lavouras de soja, milho e algodão em 99 municípios do estado. “O produto tem uma eficiência incontestável e é legalizado em 77 países, entre eles alguns com alta restrição ambiental como o Japão, Holanda e Estados Unidos”, afirma Ronaldo Medeiros, coordenador de defesa sanitária vegetal do Indea.

“Cerca de 55 propriedades já tinham adquirido produto, em um total de 41 mil quilos. Nestas propriedades apreendemos 38.800 mil quilos do produto, que foi armazenado em local adequado com registro no Indea. Do total, 2 mil quilos já tinham sido utilizado pelos produtores. É importante ressaltar que o uso foi de forma legal, já que o decreto autorizava o uso, sendo que o manuseio foi feito de maneira correta com a embalagem devolvida na central mais próxima conforme manda a legislação”, explicou Ronaldo.

O Indea aguarda a decisão definitiva da Justiça Federal sobre o defensivo. “Encaminhamos toda a documentação e processo para a Procuradoria Geral do Estado. Estamos aguardando para orientar de forma legal os que adquiriram o produto e estão sofrendo com os prejuízos causados pela praga. Mas temos que cumprir a ordem judicial e a legislação”, conclui.

Fonte: agrolink.com.br

segunda-feira, 9 de junho de 2014