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Goiás: 4º maior produtor de leite do país.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014

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As indústrias processadoras de leite adquiriram, no segundo trimestre deste ano, 5.785 bilhões de litros do produto, indicativo de aumento de 8,4% sobre o segundo trimestre de 2013 e queda de 6,5% sobre o primeiro trimestre de 2014. Os indicativos são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A industrialização foi de 5,761 bilhões de litros, equivalente a 8,2% de aumento sobre o mesmo período do ano passado e queda de 6,6% sobre o volume registrado no primeiro trimestre de 2014. Goiás desponta no cenário.

No comparativo mensal com o mesmo período de 2013, a aquisição manteve-se relativamente crescente em todos os meses do segundo trimestre de 2014, tendo registrado em maio a maior variação. No Centro-Oeste todos os Estados apresentaram queda em suas aquisições, sendo mais sensível a registrada em Goiás, justificada pelo período de estiagens na região, que ocasionou a maior concorrência pelo produto. Minas Gerais é o Estado que mais adquire leite: 27,4% do total nacional no 2º trimestre de 2014. Na sequência, destacam-se o Rio Grande do Sul, com 13,5%; o Paraná, com 11,6%; Goiás, com 10,9%; e São Paulo, com 10,2% de participação.

Potência

Goiás é a quarta potência do ranking leiteiro nacional. A produção goiana é de 3,5 bilhões de litros por ano, e consome apenas 20% deste total. O restante é comercializado para outros Estados e alguns países em forma de leite em pó, leite longa vida ou produtos derivados, como queijos, manteiga e iogurtes. A capacidade industrial gira em torno de 16 milhões. Essa produção representa 10,8% da produção do Brasil. A estimativa é a de que o Estado detenha 60 mil pecuaristas de leite. Mais de 220 mil pessoas encontram-se envolvidas na atividade. Os dados são da Complem (Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Morrinhos). Segundo a Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), o setor movimentou R$ 3,8 bilhões nos 246 municípios goianos, em 2013.

Cadeia diferenciada

Os quatro elos principais da cadeia láctea do Estado de Goiás – produtores, transportadores, indústrias e comércio varejista – vêm trabalhando de forma harmônica com um só objetivo: se situarem, em breve, entre os mais modernos do País nesse seguimento. O grande salto desta cadeia começou em 1996, quando os produtores, as indústrias e o governo começaram a trabalhar intensamente melhorando o rebanho leiteiro e nosso parque industrial, hoje considerado um dos mais modernos do mundo em termos de tecnologia. Goiás, naquele ano, era o sexto maior produtor nacional. Em cinco anos, subiu para segundo e, hoje, está com sua posição consolidada, embora precise avançar mais, pois estamos em quarto lugar no ranking nacional.

Parcerias

Um dos fatores que têm impulsionado muito a cadeia láctea em Goiás é a parceria entre governo, indústria e produtores. O governo tem facilitado o trabalho das indústrias que estão investindo, hoje, em campanhas de incentivo ao consumo de leite e derivados. Em Goiás, a campanha foi lançada em fevereiro de 2006 e, em apenas oito meses, aumentou em 17% o consumo. Nesse mesmo período, reduziu também em 42% o consumo de leite sem inspeção sanitária (não pasteurizado), produto que oferece riscos à saúde humana. Esta redução de consumo de produto não inspecionado significa mais leite colocado à disposição do consumidor com mais qualidade, reduzindo gastos do governo em saúde pública. Já o aumento no consumo de leite inspecionado reflete também no maior volume de arrecadação para o Estado.

Assistência

Um item que vem sendo olhado com grande interesse é o projeto que visa levar assistência técnica ao campo. Esta iniciativa, que já começou a gerar frutos, pois muitas indústrias já contrataram técnicos especializados, vai oferecer condições para que o produtor rural tenha eficiência, qualidade e baixos custos. Enfim, que ele saiba realmente gerenciar o seu empreendimento. Encabeçado pelo Sindileite, o projeto envolve indústrias de laticínios, órgãos governamentais, universidades, entidades de classe, empresas privadas e outros seguimentos que já começaram a executar um grande plano de ação no Estado, no sentido de levarem assistência técnica eficaz e permanente ao produtor.

O setor vem se recuperando de forma segura, principalmente em se tratando de remuneração para os produtores rurais que estão com seus custos de produção menores que os valores pagos pelas indústrias. Isto significa melhores condições para aquisição de tecnologia para as fazendas e melhoramento do rebanho leiteiro estimado, hoje, em 2,3 milhões de cabeças.

Fonte: Diário da Manhã

quinta-feira, 25 de setembro de 2014