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PIB goiano atinge R$ 123 bilhões
terça-feira, 25 de novembro de 2014

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A economia goiana cresceu em 2012, apesar da desaceleração no País. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, que é a soma de todas as riquezas produzidas no ano, subiu 5,4% e atingiu o valor de R$ 123,926 bilhões, bem acima da taxa nacional, que teve alta de apenas 1%. A expansão em Goiás foi resultado do crescimento da agropecuária, serviços e indústria.

Os dados consolidados do PIB goiano foram divulgados ontem pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan-GO), cálculo que segue a metodologia do IBGE. O destaque daquele ano ficou por conta do setor agropecuário, que expandiu 8,4%, devido o aumento da produção agrícola, com desempenho positivo das culturas de soja, cana-de-açúcar, milho, feijão e banana. Já na pecuária houve recuo, puxado pela redução do efetivo de aves e suínos.

De acordo com o secretário de Gestão e Planejamento, Leonardo Vilela, o crescimento do PIB goiano no ano de 2012 se deve também ao potencial de produção de matéria prima do Estado junto com a competência dos produtores. “Se não fosse o baixo desempenho da economia nacional neste período, o avanço do PIB goiano poderia ser ainda mais significativo. Afinal, Goiás está inserido numa conjuntura nacional de crescimento baixo”, afirma.

A chefe do Gabinete de Gestão do IMB, Lillian Maria Silva Prado, explica que, apesar de Goiás se manter na nona colocação no ranking nacional do PIB – sem alteração em relação ao ano anterior -, em valores, está bem acima do décimo colocado, Pernambuco. “O montante de quase R$ 12,7 bilhões agregados à economia fez com que o Estado elevasse sua participação no PIB nacional de 2,7% para 2,8%. Com relação ao Centro-Oeste, a participação de Goiás no PIB da região passou de 28,1% para 28,8%.”

INDÚSTRIA E SERVIÇOS

O setor de serviços cresceu 5,5% em 2012, puxado pelas atividades de transportes e armazenagem, que teve expansão de 13,9%. Em seguida se destacam o comércio, com 9,8%, e intermediação financeira, seguros e previdência complementar, com 5,3%. Para Lillian Prado, as atividades de transporte e armazenagem lideraram a expansão no setor de serviços devido ao desempenho da agropecuária, que necessita escoar sua produção e a demanda por transporte torna-se crescente.

Já o setor industrial apresentou crescimento de 4,8% no período, por causa do desempenho favorável da construção civil, que cresceu 11,6%. A produção e distribuição de eletricidade também apresentou aumento (10,5%), seguido da indústria de transformação (0,5%). A indústria goiana registrou um bom desempenho por ter um perfil produtivo mais orientado para a demanda interna, que continuou aquecida.

O cenário para a construção civil foi positivo influenciado pela oferta de crédito imobiliário, crescimento do emprego e da renda, incremento do consumo das famílias e manutenção da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de diversos insumos da construção. Lillian Prado pondera que também contribuíram as obras de infraestrutura realizadas no Estado, como pavimentação de rodovias e saneamento básico.

PIB PER CAPITA

Em Goiás, o PIB per capita (resultado da divisão do PIB pela população), em 2012, atingiu o valor de R$ 20.134,26, contra R$ 18.289,59 em 2011, com incremento de R$ 1.835,67, o segundo maior da série iniciada em 2002. Segundo informou o IMB/Segplan, o PIB per capita goiano apresentou taxa de crescimento de 4,1%, enquanto a média nacional ficou em 0,2%.

No ranking das unidades da federação, o PIB per capita do Estado se manteve na 11ª posição, sem alteração em relação ao ano anterior. Porém, nesse indicador, o Estado fica abaixo da média nacional, cujo valor é de R$ 22.645,86. “Essa é uma das poucas estatísticas que Goiás fica abaixo da taxa brasileira. Somos o 12º Estado mais populoso do País, e estamos caminhando ano após ano para atingir o nacional”, diz a chefe do Gabinete de Gestão do IMB.

Fonte: O Popular

terça-feira, 25 de novembro de 2014