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Preços de terras em Goiás subiram 323% em 12 anos.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014

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O bom desempenho dos preços das commodities, os investimentos feitos na modernização da produção agropecuária e a instalação de muitas agroindústrias em Goiás valorizaram muito as terras do Estado. Os preços médios das terras destinadas à exploração agrícola e pecuária subiram 323% entre 2002 e 2013, segundo levantamento feito pelo Assessoramento Técnico em Nível de Carteira (ATNC) do Banco do Brasil (BB) em todas as regiões do País.

Em Goiás, a valorização foi acima da média brasileira de 308% no período, puxada pela evolução dos preços em municípios do Sudoeste do Estado, principalmente em Mineiros, Jataí, Palmeiras de Goiás e Rio Verde. O valor médio do hectare goiano passou de R$ 2.790,00 em 2002 para R$ 11.823,00 em 2013. As terras para lavoura subiram mais que as da pecuária: 328%.

O gerente executivo de Agronegócios do BB, Ivandré Montiel da Silva, explica que as áreas com maior evolução são as que possuem forte vocação para grãos, como soja e milho. Segundo ele, os preços no município com maior valorização, Mineiros, foram puxados pelo crescimento da produção de soja e milho, além dos investimentos feitos por usinas do setor sucroalcooleiro na região.

COMMODITIES

A valorização das commodities no mercado internacional estimulou a produção e a demanda por terras, inflacionando os preços. O crescimento das exportações de soja para países como a China também ajudou nesse processo. “Apesar de vermos hoje uma estabilização nos preços dos grãos, a série histórica mostra que eles se estabilizaram bem acima de patamares anteriores”, destaca.

Com isso, os produtores passaram a investir mais na produção. A carteira de Agronegócios do BB em Goiás passou de R$ 6 bilhões em 2010 para R$ 12,1 bilhões este ano. O gerente executivo de Agronegócios do BB, Antônio Carlos Chiarello, explica que Goiás registrou um crescimento das operações para investimento, visando estruturar e modernizar as propriedades.

Os produtores também investiram em tecnologia para melhorar a qualidade da terra, o processo produtivo e a produtividade. Margens mais remuneradoras e o menor índice de inadimplência da série histórica do crédito rural (0,6% nas operações vencidas há mais de 60 dias) também indicam uma consolidação do setor. “O ativo terra é um bem de capital e está relacionado à geração de riquezas”, diz Ivandré Montiel.

Fonte: O Popular

sexta-feira, 26 de setembro de 2014