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Safra goiana deve crescer 4%
quinta-feira, 13 de novembro de 2014

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A produção goiana deve crescer 4% em 2014 em relação ao plantio do ano anterior, segundo a estimativa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O prognóstico é que a produção totalizará 18,8 milhões de toneladas, contra 18,1milhões de toneladas em 2013.

Conforme os dados, grande parte desse aumento é pela produção de milho no Estado. O cultivo goiano deste grão registrou um avanço de 11,8%. A primeira safra não deve passar de 2,51 milhões de toneladas, queda de 19,7% sobre 2013. A compensação deve ocorrer na segunda safra do grão, que deve superar as 6,3 milhões de toneladas, registrando uma alta de produção de nada menos que 29,5%. Para se ter uma ideia, o milho, este ano, representará 45,6% do total da produção em Goiás.

Por outro lado, a safra da soja terá um decréscimo de 1,5%. Enquanto em 2013 o Estado produziu 8,9 milhões de toneladas, este ano chegará a 8,7 milhões de toneladas, segundo os dados do IBGE.

O produtor de Catalão, José Fava, afirma que o cultivo poderia ser um pouco melhor. “Tivemos seca no começo deste ano, que influenciou no rendimento, mas acredito que a produtividade está dentro da normalidade”, relata.

No entanto, segundo o consultor técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Cristiano Palavro, o preço não tem ajudado o produtor. “Tivemos uma queda de preço ao longo do ano, mas que vem recuperando na última semana”.

Nos últimos dias houve uma leve recuperação no mercado internacional, mas a desvalorização já chega a 25,5% no período entre julho e outubro. “O valor foi influenciado pelos atrasos da demanda da China. Outro fator que pressionou o patamar de preços foi a alta do dólar”, complementa.

Crise

Goiás é atualmente o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar no País. Porém, tem encontrado dificuldades. Com a redução de 6,1% da área colhida, a produção deve cair em torno de 2,1% este ano na comparação com 2013. A produção passa a ser de 67,4 milhões de toneladas, contra 69,3 milhões no ano anterior.

O assessor técnico da Faeg, Alexandro Alves, explica que essa redução é resultado da crise e falta de competitividade do setor. “Os canaviais se recuperaram bem do período de seca, mas a produtividade deve ficar praticamente estável em relação à safra anterior. Por outro lado, Goiás tem se destacado na atração de investimentos, diferente de outros Estados neste momento de crise que o País vem passando”, argumenta.

Produção do Centro-Oeste deve ser menor em 2015

Diferente do primeiro prognóstico de produção brasileira de grãos para 2015 do IBGE, o Centro-Oeste deve sofrer um recuo. Enquanto no Brasil a expectativa é que a produção cresça 2,5% no próximo ano e atinja um recorde de 198,3 milhões de toneladas, a região deve produzir 3,4% menos na comparação com a safra anterior.

O cultivo da soja pode ser um dos fatores que influenciaram a pesquisa. Goiás é o segundo maior produtor do Centro-Oeste, mas, segundo o levantamento, a produção deve ser menor em 2015.

Conforme os dados do IBGE, o Estado deve produzir 8,69 milhões de toneladas, enquanto em 2014 a previsão é que a safra atinja 8,76 milhões de toneladas. Um recuo de 0,8% na comparação.

O produtor de Catalão José Fava afirma que o plantio atrasou quase um mês por causa da falta de chuvas.

“Normalmente o plantio começa no início de outubro, como no ano passado, mas este ano foi praticamente em novembro. A vinda da chuva foi demorada e seletiva”. Com o volume maior de chuvas nos últimos dias, o produtor conta que, apenas agora, cerca de 80% da área está plantada. “Mesmo assim o volume de umidade da terra está baixo”, diz o produtor de Catalão.

O cenário poderá até trazer queda na produção. “Com o atraso, haverá uma queda de produtividade grande”, relata o produtor. (PN)

Conab estima safra de 199,9 milhões de toneladas

A safra de grãos 2014/2015 deve ficar entre 194,39 e 199,97 milhões de toneladas – o que representa variação 0,1% negativa ou 2,7% positiva em relação à safra passada. Goiás deve contribuir com 19 milhões de toneladas, alta que pode variar entre 1% e 4,1% sobre a safra passada. Deve haver queda na produção de milho de primeira safra, mas altas no de segunda. A soja também deve apresentar elevação sobre a produção passada em Goiás.

A previsão está no segundo levantamento da produção de grãos, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O dado é provisório, por se tratar do início da safra. Este ano, o plantio começou com atraso em parte das áreas em função da falta de chuva.

“Houve retardo [do início da chuva], o que levou a um adiamento, a uma migração da implantação das lavouras para final de outubro e início de novembro”, destacou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, João Marcelo Intini. Segundo ele, o atraso atingiu de 5% a 12% da área plantada. “Atrasou um pouquinho no Centro-Oeste e em parte da região Sudeste, basicamente São Paulo e Minas Gerais. Mas entramos, nos próximos três meses, na normalidade.”

O clima também alterou a safra na Região Sul. Lá, no entanto, houve excesso de chuva, com encharcamento do solo no Rio Grande do Sul, o que afetou a produção e a qualidade do trigo. Por isso, a produção gaúcha de trigo deve ficar 23,3% menor do que a previsão inicial.

Fonte: Jornal O Hoje

quinta-feira, 13 de novembro de 2014