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Três itens do agronegócio lideram exportações goianas
sexta-feira, 7 de novembro de 2014

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Apenas três itens do agronegócio goiano responderam por 61,81% das exportações estaduais em outubro. O complexo carnes (bovina, suína e de aves) foi responsável por nada menos que 29,5% das transações no comércio internacional, somando um total de US$ 167,5 milhões naquele mês. Milho vem logo em seguida, com 17,76% de participação e US$ 100,8 milhões. Soja fecha os três principais itens da balança no mês passado, com 14,55% das exportações e US$ 82,6 milhões movimentados.

Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) e mostram que, no mês, as exportações totais goianas avançaram 9,65% somando US$ 568 milhões. O resultado também é 1,97% maior que o de outubro de 2013. Por outro lado, as importações alcançaram US$ 388 milhões em uma alta de 7,79% sobre setembro. O resultado é um saldo (exportações menos importações) de US$ 180 milhões, 14% maior que o de setembro.

O cenário é diferente do registrado no País, na comparação outubro 2014/2013, quando as exportações brasileiras recuaram 19,6% e as importações, 4,19%. O resultado do Brasil foi o pior em 16 anos.

No acumulado do ano, o saldo da balança comercial de Goiás já ultrapassou o resultado de 2013 em US$ 110 milhões.

No ano

A tendência é de que 2014 tenha um crescimento de cerca de 10%. De janeiro a outubro, a diferença entre exportações e importações ficou em US$ 2,3 bilhões. No ano passado, este indicador fechou em US$ 2,2 bilhões. O cenário positivo de 2014 ficou evidente em outubro, quando as compras das carnes pelos russos puxaram um saldo superavitário de US$ 180 milhões.

“A tendência é de que o saldo da balança comercial nacional encerre o ano com déficit. Mas em Goiás o cenário é diferente. Já vislumbramos um recorde histórico de nossa balança. Estamos trabalhando para isso”, afirma o secretário de Indústria e Comércio, William O’Dwyer.

O Estado foi responsável por 3,16% das vendas do País. Este foi o melhor índice de participação na balança comercial do País para o período. O secretário comentou que, se não fosse pelo desempenho de Goiás, o déficit comercial de US$ 1,871 bilhão apresentado pela balança comercial brasileira poderia ter maior.

Já as importações do mês passado mantiveram o perfil de investimentos realizados pela indústria local. Os veículos automóveis, tratores e suas partes lideraram a lista de produtos importados por Goiás, com 29,34% do total. Produtos farmacêuticos (23,33%); caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (10,45%).

“Tivemos uma alta nas importações, muito por conta do câmbio. O importante de dizer é que as compras feitas pelas empresas goianas continuaram sendo de investimentos na geração de empregos e no avanço da produção”, comenta o secretário.

Fonte: Jornal O Hoje

sexta-feira, 7 de novembro de 2014